O EMAÚS
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CHACINA TAPANÃ - JULGAMENTO CORTE ITERAMERICANA
Este é um momento histórico para a defesa e a garantia dos direitos humanos de crianças e adolescentes no estado do Pará. Pela primeira vez, um caso dessa natureza é julgado, rompendo décadas de silêncio, impunidade e dor vividas por famílias e comunidades inteiras marcadas pela violência do Estado. A decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos reafirma que a vida de crianças e adolescentes importa, que o racismo estrutural não pode ser naturalizado e que o acesso à justiça é um direito inegociável.
A trajetória que culmina neste marco é fruto da atuação persistente do Movimento República de Emaús, em articulação com organizações parceiras, defensoras e defensores de direitos humanos que se somaram a essa causa ao longo de mais de três décadas. Essa luta coletiva ecoa a visão profética do Padre Bruno Sechi, que um dia acolheu mães enlutadas pelo assassinato de seus filhos por aqueles que deveriam protegê-los e, diante da dor e da injustiça, afirmou: a justiça é possível. Hoje, essa afirmação se transforma em reconhecimento histórico, memória viva e compromisso com a não repetição.
Trata-se de um passo decisivo para que a história de violência não continue sendo naturalizada e para que a democracia se fortaleça a partir da garantia de direitos.